Dr. Eduardo Araujo Pires https://dreduardoaraujopires.com.br/ Tratamento de pé diabético e osteomielite Wed, 10 Dec 2025 00:45:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://dreduardoaraujopires.com.br/wp-content/uploads/2025/01/cropped-Logo-Site-Final-qi27ymz1z6j11tqbgk8wtt68tj9c8e1sk9xeem9flm2-32x32.webp Dr. Eduardo Araujo Pires https://dreduardoaraujopires.com.br/ 32 32 Terapia por Ondas de Choque – Como Funciona? Veja o Preço por Sessão! https://dreduardoaraujopires.com.br/terapia-por-ondas-de-choque-preco-por-sessao/ https://dreduardoaraujopires.com.br/terapia-por-ondas-de-choque-preco-por-sessao/#respond Tue, 12 Aug 2025 16:39:39 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=968 Quando ouvimos ondas de choque logo vem a nossa mente choques elétricos. Embora a máquina utilize eletricidade para funcionar, não são emitidas ondas elétricas neste tratamento, e sim ondas mecânicas. Entenda neste artigo como funciona a Terapia por ondas de choque. Pra que serve esta terapia por ondas de choque na ortopedia? Esta terapia por […]

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Quando ouvimos ondas de choque logo vem a nossa mente choques elétricos. Embora a máquina utilize eletricidade para funcionar, não são emitidas ondas elétricas neste tratamento, e sim ondas mecânicas. Entenda neste artigo como funciona a Terapia por ondas de choque.

Pra que serve esta terapia por ondas de choque na ortopedia?

Esta terapia por ondas de choque foi inicialmente desenvolvida para o tratamento de pedras no rim. As ondas emitidas pelo aparelho eram direcionadas para a região do rim que apresentava as pedras, e através das ondas ocorria a quebra dessas pedras. Através deste tratamento, foi observado que a terapia poderia ter outras utilidades, assim essa tecnologia foi se expandindo.

Terapia por ondas de choque valor

Hoje em dia há diversas áreas da medicina utilizando esta tecnologia. Urologistas têm utilizado para disfunção erétil, cardiologistas já observaram melhora da vascularização cardíaca em pacientes com lesões das artérias do coração. A ortopedia não poderia ficar de fora, e é a especialidade que mais utiliza esta terapia.

Na ortopedia ela sempre funciona como terapia adjuvante, ou seja, ela colabora no tratamento de algumas patologias. Dentre as principais patologias estão: fascite plantar (esporão de calcâneo), tendinites (como a do tendão de Aquiles), epicondilites do cotovelo, bursites do ombro, dores musculares, não consolidação óssea, entre outras.

Mas como age a terapia por ondas de choque na ortopedia?

A terapia por ondas de choque age estimulando as células locais de onde foi realizada a aplicação a se cicatrizarem através de um estímulo inflamatório. Ou seja, estimula as regiões dolorosas fazendo com que cresçam vasos sanguíneos e cicatrizem áreas com dificuldade de cicatrização. Além disso substâncias que geram analgesia também são liberadas na região, reduzindo a dor local.

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Imagem: https://www.btlnet.com.br/produtos-terapia-ondas-de-choque

Quem pode fazer esse procedimento?

Embora a terapia por ondas de choque tenha poucas contra-indicações, suas indicações são precisas. Deste modo um médico ortopedista que faz o acompanhamento do paciente que deve indicar a realização. O responsável por realizar a terapia dever sempre ser um médico. Existe uma Sociedade Brasileira de Médicos que estão aptos e realizam pesquisa no tratamento com essa terapia.

Como faço para fazer esta terapia?

Como já dito, não existe milagre. Para que o tratamento seja efetivo, é necessário que seja bem indicado e que o paciente mantenha um acompanhamento antes e após a terapia. Logo Dr. Eduardo realiza o procedimento apenas em pacientes com solicitação de seu médico que o acompanha ou naqueles pacientes que passaram em consulta e ele mesmo faz a indicação e seguimento.

Quantas sessões são realizadas?

Há diversos protocolos de tratamento disponíveis. O Dr. Eduardo prefere indicar inicialmente de 3 a 5 sessões (1/semana) como tratamento inicial e após iniciar a fase de repouso para observar os resultados da terapia. O seu enfoque na terapia é para lesões musculoesqueléticas e feridas.

Quanto custa a terapia de onda de choque?

O preço médio da sessão de terapia por ondas de choque é de 500 reais. O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão ou transferência bancária. Facilitamos o reembolso médico do convênio.

Agende sua avaliação ou sua terapia caso tenha uma solicitação de seu ortopedista.

FAQ: Terapia por Ondas de Choque

  • O que é a terapia por ondas de choque?

É um tratamento não invasivo que utiliza ondas mecânicas de alta energia para estimular a recuperação de tecidos, melhorar a circulação sanguínea e acelerar a cicatrização de áreas lesionadas ou doloridas.

  • Quais problemas podem ser tratados com esse método?

A terapia é indicada em casos como fascite plantar (esporão do calcâneo), tendinite de Aquiles, epicondilite (cotovelo de tenista), bursites de ombro, dores musculares crônicas, fraturas com dificuldade de consolidação e outras inflamações em tendões e ligamentos.

  • Como o tratamento age no organismo?

As ondas de choque provocam uma resposta inflamatória controlada, que estimula a formação de novos vasos sanguíneos, a liberação de substâncias naturais de alívio da dor e a regeneração de áreas que estavam comprometidas.

  • Quem pode realizar a terapia?

O tratamento deve ser indicado por um médico, geralmente um ortopedista. O procedimento é feito em consultório especializado, após avaliação clínica individualizada.

  • Quantas sessões são necessárias?

Na maioria dos casos, o protocolo envolve de 3 a 5 sessões, realizadas semanalmente. Depois, o paciente passa por um período de observação para avaliar os resultados obtidos.

  • Qual o preço da sessão?

O valor médio é de R$ 500 por sessão, podendo variar conforme a necessidade clínica de cada paciente.

  • Como funciona o pagamento e os convênios?

As sessões podem ser pagas em dinheiro, cartão ou transferência. Embora não haja cobertura direta de convênios, muitos pacientes conseguem solicitar reembolso médico junto ao plano de saúde.

  • Quais os benefícios em relação a outros tratamentos?

A terapia por ondas de choque se destaca por ser não cirúrgica, ter boa taxa de sucesso, proporcionar alívio significativo da dor e reduzir o tempo de recuperação em diversas lesões ortopédicas.

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Tratamento para Osteomielite – Como Tratar Osteomielite? Veja Aqui! https://dreduardoaraujopires.com.br/tratamento-da-osteomielite/ https://dreduardoaraujopires.com.br/tratamento-da-osteomielite/#respond Mon, 19 May 2025 18:03:32 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=932 O tratamento da osteomielite não é simples, e é necessária uma equipe multiprofissional com expertise. Apenas assim, com um bom planejamento e uma equipe alinhada, os resultados tornam-se satisfatórios. Isto porque cada paciente é único, com diversas doenças associadas, com tempo de doença curto ou longo, microorganismos variados e acomentendo diferentes ossos. Para iniciarmos o […]

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O tratamento da osteomielite não é simples, e é necessária uma equipe multiprofissional com expertise. Apenas assim, com um bom planejamento e uma equipe alinhada, os resultados tornam-se satisfatórios. Isto porque cada paciente é único, com diversas doenças associadas, com tempo de doença curto ou longo, microorganismos variados e acomentendo diferentes ossos.

Para iniciarmos o tema tratamento da osteomielite, inicialmente devemos entender o que estamos tratando, daí pra frente fica tudo mais fácil.

Sabemos que nosso isso é composto de matéria orgânica (células e colágenos) e de matéria inorgânica (hidroxiapatita e outros íons). Esse composto de matéria gera a arquitetura do dono osso.

Imagem demonstrando a complexidade da arquitetura óssea. Observe que os osteócitos (osteon na imagem) ficam ilhados ao redor de uma imensa estrutura de material inorgânico se intercomunicando entre eles por pequenos canalículos (Fonte).

Agora imagine que um microorganismo invadiu este tecido e começou a destruí-lo. E esse microorganismo é tão pequeno que consegue morar até mesmo dentro dos micros canalículos ósseos presentes na arquitetura óssea e até mesmo dentro da própria célula óssea chamada osteócito.

Essa imagem foi publicada em um artigo científico em uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo. Nela ela demonstra locais e mecanismos que esses microorganismos conseguem se alojar no interior do tecido ósseo (Fonte).

Se não bastasse esses locais, ao causarem destruição óssea, essas bactérias podem gerar fragmentos ósseos completamente sem vascularização, que ficam soltos ao meio ao pus. As bactérias aderidas ao sequestro ósseo estão completamente protegidas das células de defesa do nosso organismo e dos antibióticos utilizados.

Sequetro ósseo. Imagem de ressonância magnética na qual evidencia presença de sequestro ósseo (ponta da seta) no interior da tíbia. Note que o fragmento ósseo está solto em meio a uma coleção de pus.

Outro modo de invasão e proteção de algumas bactérias é a capacidade de adesão e formação de biofilme. O biofilme trata-se de um casulo na qual um aglomerado de bactérias constroem e torna-se como se fosse um castelo onde o antibiótico não consegue chegar. Esse biofilme normalmente é criado sobre estruturas inertes, não vascularizadas, com placas e parafusos ortopédicos.

Agora que já sabemos como as bactérias e outros microorganismos invadem, destroem o tecido ósseo e se protegem, fica muito mais fácil em falarmos sobre tratamento. É muito importante lembrarmos que cada caso é diferente do outro, e que nunca devemos generalizar um caso de osteomielite.

Caso esteja buscando um especialista para tratar esse quadro, entre em contato com nossa equipe para agendar sua consulta para ser acompanhado(a) próximo e ter um tratamento qualificado o quanto antes.

Por que normalmente o tratamento da osteomielite necessita de cirurgia?

Essa é uma das principais perguntas que os pacientes fazem na primeira consulta. E realmente faz sentido, pois quando temos uma infecção de garganta ou uma pneumonia tomamos apenas antibiótico, e por que quando temos uma infecção no osso precisamos operar?

A resposta é simples. O tratamento da osteomielite na fase aguda também é realizado apenas com antibióticos e o tratamento do abscesso na amigdala ou no pulmão normalmente é cirúrgico. Ou seja, o primeiro motivo do tratamento da osteomielite ser cirúrgico é porque normalmente demoramos muito para fazer o diagnóstico, o suficiente para gerar algum abscesso, destruição ou sequestro ósseo. Caso não haja uma limpeza da região óssea afetada, as chances de eliminarmos a infecção torna-se muito pequena pela chance do microorganismo manter-se protegido pelo abscesso ou sequestros ósseos presentes.

Outro ponto que colabora para a indicação da cirurgia para osteomielite é quando há presença de placas, parafusos, fios inabsorvíveis ou até mesmo enxerto ósseo sintético no local da osteomielite. Esses materiais se compartam como um sequestro ósseo, pois as bactérias formam um biofilme ao seu redor, não deixando nossas células de defesa e os antibióticos agirem.

É sempre importante relatar que os antibióticos possuem ação apenas em tecidos ósseos vivos. Desta maneira a antibioticoterapia no tratamento da osteomielite é extremamente necessária e serve apenas para o tratamento do osso remanescente vivo.

Outro ponto muito importante que favorece a necessidade de um tratamento cirúrgico para a osteomielite é que além de realizar a limpeza afim de mantermos apenas tecido ósseo vivo no local, podemos coletar amostras de tecido ósseo e desta maneira descobrir qual o microrganismo está causando a infecção e qual melhor antibiótico é mais indicado para o tratamento da osteomielite daquele microrganismo.

Como que faz a raspagem óssea no tratamento da osteomielite?

Acho que essa é uma grande dúvida ou mesmo curiosidade de muitos pacientes. Na verdade, a raspagem óssea é apenas um termo para simbolizar a limpeza como um todo que é feita no tratamento da osteomielite.

O tratamento da osteomielite inicia-se no planejamento detalhado dos exames para avaliar até qual local há sinais de infecção. A partir daí temos que avaliar qual via de acesso faremos para lesionar o menor número possível de tecidos moles como músculos, nervos, vasos sanguíneos e tendões para chegar até o osso comprometido. Após normalmente precisamos fazer uma “janela” no osso, ou seja, abrir uma porta para termos acesso ao interior do osso. Quando temos o acesso, realizamos uma limpeza de toda região óssea acometida. Essa limpeza chamamos de “raspagem”.

A raspagem pode ser realizada de diversas maneiras. A mais comum é feita através de uma colher denominada curetas. Com elas, raspamos literalmente o osso até deixar apenas osso em bom aspecto.

Exemplo de curetas ortopédicas utilizadas no tratamento da osteomielite. FONTE: Imagens da internet.

No entanto, existem dispositivos novos que nos ajudam a realziar a raspagem óssea e a limpeza do osso. Para a raspagem Podemos utilizer brocas tipo cebolinhas e para a limpeza alguns “Pulses de lavagem”. Esses itens não são essenciais, mas colaboram reduzindo normalmente o tempo da cirurgia.

Pulse de lavagem: Esse sistema pressuriza o soro fisiológico utilizado na limpeza óssea e ao mesmo tempo o aspira para um coletor. Fonte: Imagens da internet.
Broca cebolinha: Exemplo de broca utilizada para raspagem óssea. Fonte: Imagens de internet.

A “raspagem” óssea é um dos principais passos do tratamento da osteomielite. No entanto, deve sempre ser realizada com expertise para que não fragilize muito o osso e gere fraturas por fragilizadade do osso remanescente.

Note nesta imagem de um paciente submetido a tratamento cirúrgico de osteomielite da tíbia a presentaça de um osso desvitalizado (seta) por uma fenda óssea por onde drenava secreção. Fonte: Imagem do autor.
Após a abertura da janela óssea planejada, foi observado outros sequestros ósseos envoltos por pus. Fonte: Imagens do autor.
Realizado a limpeza completa de todo tecido desvitalizado (“raspagem”), mantendo-se apenas o tecido ósseo vivo. Fonte: Imagens do autor.

Caso esteja buscando um especialista para tratar esse quadro, entre em contato com nossa equipe para agendar sua consulta para ser acompanhado(a) próximo e ter um tratamento qualificado o quanto antes.

Quando é preferível amputar ou preservar o osso no tratamento da osteomielite?

Esse talvez seja o maior motivo de muitos pacientes me procurarem para realizarem o tratamento da osteomielite. Não porque eu nunca amputo, mas porque eu explico aos pacientes os cenários de caso ele opte por uma amputação ou uma tentativa de preservação de membro, e assim, conseguimos decidir juntos o melhor para ele.

NÃO PODEMOS TER DÚVIDAS QUANDO HÁ UM RISCO DE VIDA. QUANDO HÁ UM RISCO DE VIDA DEVIDO A PRESENÇA DE UM MEMBRO MUITO ACOMETIDO POR UMA INFECÇÃO, A INDICAÇÃO DE AMPUTAÇÃO É CLARA E DEVE SER REALIZADA.

Cada paciente é único, possui suas crenças, tem seus medos, seus trabalhos, suas dificuldades ou conforto financeiro, possuem perfis psicológicos diferentes, graus de atividade diferentes, desta forma necessitam de um tratamento para osteomielite personalizado, aquele que se adeque melhor ao a sua rotina.

Os diferentes tipos de pacientes

Tenho pacientes com ferida diabética que evoluíram para osteomielite que após me procurar, preferiu a amputação e em poucas semanas conseguiram resgatar a rotina e trabalho que tinham perdido devido a ferida no pé não cicatrizada e internações hospitalares recorrentes.

Por outro lado também tenho muitos pacientes que me procuram pois indicaram a amputação de um dedo ou membro e nós com planejamento cirúrgico conseguimos evitar uma amputação e devolver o paciente a sua rotina.

Então o que define a necessidade de amputação durante o tratamento da osteomielite? Como já conversamos, o tratamento da osteomielite é normalmente cirúrgico. O osso já destruído pela osteomielite, não volta. Desta maneira devemos avaliar inicialmente a vontade do paciente, sua rotina e seus anseios. 

Após isso, para o tratamento adequado da osteomielite, avaliamos a função comprometida pelo osso destruído. Muitas vezes osteomielites da ponta do dedo do pé são mais bem tratadas com amputações parciais dos dedos. Isso não muda a função do paciente, reduz o tempo de antibiótico e permite o paciente a retornar mais rapidamente a sua rotina. Essas amputações parciais podem ser estéticas também, praticamente não sendo notadas por outras pessoas.

Protocolo para ossos maiores

Por outro lado, osteomielites de ossos maiores, como do pé, perna e fêmur, quando necessitam de amputação, já alteram a função do paciente, fazendo com que ele precise utilizar órteses ou próteses. Nesse momento precisamos alinhar com o paciente todas as possibilidades de tratamento possíveis, tanto de preservação do membro, quanto de amputação.

As cirurgias de amputação são normalmente feitas de maneira mais rápida, com menor tempo de hospitalização e retorno as atividades mais rápidas. Por outro lado é uma amputação, possuindo custos elevados em relação a confecção da prótese e problemas diários que o paciente amputado possui e não imaginamos, tais como acordar a noite e precisar ir ao banheiro.

Tratamento de preservação

Já o tratamento da osteomielite de preservação do membro envolve uma maior expertise, com um planejamento minucioso de cada passo da(s) cirurgia(s). Como nesse você está operando no foco da infecção da osteomielite, e a amputação normalmente você retira com margem a região infectada, o desfecho e previsibilidade é menor da cirurgia de preservação em relação a amputação.

Além disso, o tempo de antibioticoterapia, numero de procedimento cirúrgicos e tempo de internação no tratamento de osteomielite preservando o membro é maior. Por outro lado, preservar o membro a longo prazo lhe permite ter uma vida livre de próteses e órteses.

Desta maneira, a melhor maneira para decidir entre uma amputação ou preservação do seu membro no tratamento da osteomielite é com muito planejamento e conversando com seu médico para saber os prós e contras de cada abordagem.

Porque fazer várias cirurgias e não apenas uma no tratamento da osteomielite?

Temos que lembrar que no tratamento da osteomielite estamos combatendo um ser microscópico. Por esse motivo, quando conhecemos o agente que está causando a infecção, conseguimos tratar de forma muito mais previsível. Além disso, fazer a cirurgia em um tempo único faz muitas vezes que tenhamos que ser muito mais agressivos.

Assim, o número de procedimentos cirúrgicos depende o grau de acometimento ósseo associado a expertise de seu médico. Sempre tentamos balancear o planejamento para termos o menor número de cirurgias possível associado a maior previsibilidade de cura. Para aumentar a previsibilidade no tratamento da osteomielite principalmente de ossos grandes, preferimos fazer um tratamento por estágios.

Caso esteja buscando um especialista para tratar esse quadro, entre em contato com nossa equipe para agendar sua consulta para ser acompanhado(a) próximo e ter um tratamento qualificado o quanto antes.

Desta maneira tentarei simplificar como é realizado estagiado tratamento da osteomielite.

O que seria um tratamento estagiado?

Significa que o tratamento respeita estágios muito bem definidos pela equipe cirúrgica.

É importante dizer, que antes de iniciarmos o primeiro estágio, há todo um planejamento feito pela equipe através de exames de imagens para avaliar a extensão da doença e quantidade de osso acometida, presença de sequestros ósseos, qualidade da cobertura cutânea, dentre outros.

Neste momento é definido normalmente o número de cirurgias a ser realizado, podendo sim muitas vezes ser realizada apenas uma abordagem cirúrgica no tratamento da osteomelite.

PRIMEIRO ESTÁGIO

– O primeiro estágio consiste em:

  • Limpeza e debridamento exaustivo de todo osso e partes moles desvitalizado
  • Envio do material retirado com cuidado para culturas e anatomia patológica
  • Início de antibiótico empírico de amplo expectro
  • Colocado curativo de pressão negativa

Resumidamente, realizamos uma incisão na área acometida, retiramos todo osso com sinais de osteomielite (osso desvitalizado, sequestro ósseo, área da fístula se houver), para que apenas tecido vivo permaneça no local. Pegamos todo esse tecido ósseo com sinais de osteomielite e enviamos para culturas e anatomia patológica para descobrirmos qual o microrganismo que está causando a infecção e definirmos desta maneira o melhor antibiótico para o tratamento da osteomielite.

Até definirmos o melhor antibiótico para o microorganismo ainda desconhecido, é iniciado antibióticos chamados de amplo expectro, que têm o objetivo de combater uma variedade enorme de bactérias.

Obs: Ainda no primeiro estágio, em casos de osteomielite crônica, com acometimento ósseo extenso, muitas vezes fazemos uma outra abordagem dias após a primeira conhecida como SECOND-LOOK. O second-look nada mais é do que dar uma nova olhada na área ressecada, colher novas culturas para avaliar presença ainda de microrganismos no local para preparar o paciente para o segundo estágio.

SEGUNDO ESTÁGIO

  • Definição através das culturas e anatomia patológica o antibiótico ideal para aquele germe e o tempo de duração do mesmo (isso é realizado pela equipe de infectologia);
  • Enxertia da cavidade óssea remanescente com algum substituto ósseo;
  • Avaliar necessidade de cobertura cutânea ou muscular para não permanecer exposição óssea após o último procedimento (realizado pela equipe de plástica ou ortopedista especialista em mão);
  • Avaliar a fragilidade do remanescente ósseo e caso necessário, realizar uma fixação interna (placas e parafusos) ou externa (fixadores externos circulares ou lineares) para proteger a área de uma fratura ao iniciar a carga no membro acometido.

Resumindo, o segundo estágio se inicia quando já temos um controle da infecção, sendo direcionado para a reconstrução do membro afim de restabelecer a função do membro acometido pela osteomielite.

Como conclusão, o tratamento da osteomielite não é tarefa simples, envolve muitas vezes a expertise de uma equipe multidisplinar alinhada com um bom planejamento. Associado a isso, o paciente estar ciente dos problemas que está enfrentando e decidido que aquele é o melhor tratamento em relação ao seu status biopsicossocial colaboram de forma exponencial no tratamento da osteomielite.

Caso esteja buscando um especialista para tratar esse quadro, entre em contato com nossa equipe para agendar sua consulta para ser acompanhado(a) próximo e ter um tratamento qualificado o quanto antes.

Quando trocar ou encerrar o tratamento?

A definição do tempo ideal e da eficácia do tratamento para osteomielite depende de uma avaliação contínua e criteriosa. Ao longo do processo, médicos monitoram a evolução clínica e diversos exames para saber quando ajustar, prosseguir ou encerrar a terapia. Essa abordagem cuidadosa evita recaídas e complicações mais graves.

Veja os principais indicadores que orientam essas decisões:

  • Melhora clínica do paciente: sinais como alívio da dor, redução do inchaço e ausência de secreções indicam que o tratamento está sendo eficaz e que o organismo está respondendo positivamente;
  • Exames laboratoriais em queda: marcadores inflamatórios como PCR (proteína C reativa) e VHS devem reduzir progressivamente;
  • Evolução em exames de imagem: ressonância magnética ou cintilografia óssea podem mostrar redução da inflamação ou sinais de regeneração óssea;
  • Ausência de febre e estabilidade geral: a recuperação sistêmica também é levada em conta.

Em alguns casos, mesmo com antibióticos adequados, a infecção persiste ou progride. Nesses casos, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para osteomielite, com o objetivo de remover o tecido ósseo necrosado, drenar abscessos acumulados ou até mesmo retirar próteses contaminadas, visando controlar a infecção e preservar a funcionalidade da área afetada.

A decisão de encerrar só deve ser tomada quando há estabilidade clínica, exames controlados e imagens compatíveis com resolução. O acompanhamento após o término também é essencial para garantir que a infecção não retorne.

Perguntas Frequentes

Tratamento da osteomielite

Quais são os fatores de risco para osteomielite?

Fatores que aumentam o risco incluem:

  • Diabetes mellitus: especialmente em casos de pé diabético com úlceras não tratadas.
  • Uso de drogas intravenosas: aumenta a chance de infecção óssea.
  • Traumas abertos: como fraturas expostas.
  • Doenças que afetam o sistema imunológico: como HIV ou uso de medicamentos imunossupressores.
  • Cirurgias ortopédicas: especialmente se houver infecção pós-operatória.

Como é feito o diagnóstico da osteomielite?

O diagnóstico combina:

  • Avaliação clínica: histórico médico e sintomas.
  • Exames laboratoriais: como hemograma e PCR.
  • Exames de imagem: raio-X, tomografia, ressonância magnética.
  • Biópsia óssea: para identificar o agente infeccioso e guiar o tratamento.

Qual é o tratamento para osteomielite?

O tratamento envolve:

  • Antibióticos: administrados por via intravenosa ou oral, dependendo da gravidade.
  • Cirurgia: para remover tecido ósseo infectado (raspagem óssea) e drenar abscessos.
  • Substitutos ósseos: como cimento ósseo com antibiótico, para preencher cavidades e prevenir novas infecções.

Quando é necessário amputar?

A amputação é considerada quando:

  • A infecção compromete gravemente a função do membro.
  • Há risco de vida devido à disseminação da infecção.
  • Outras opções de tratamento não são eficazes.

O que é um tratamento estagiado?

É uma abordagem cirúrgica planejada em etapas, permitindo:

  • Avaliação contínua da resposta ao tratamento.
  • Ajustes conforme necessário.
  • Menor risco de complicações.

Como prevenir a osteomielite?

Prevenção inclui:

  • Controle rigoroso de doenças como diabetes.
  • Cuidados adequados com feridas e úlceras.
  • Uso de calçados adequados, especialmente em diabéticos.
  • Evitar traumas e infecções nos ossos.

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Diagnóstico da Osteomielite – Como Diagnosticar a Osteomielite? https://dreduardoaraujopires.com.br/diagnostico-da-osteomielite/ https://dreduardoaraujopires.com.br/diagnostico-da-osteomielite/#respond Tue, 06 May 2025 14:02:22 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=849 A osteomielite é uma infecção óssea, ou seja, significa que algum microorganismo chegou até o osso e está o infectando. Para realizar então o diagnóstico da osteomielite, devemos comprovar a presença desse microorganismo no osso (exame de culturas) ou mostrar as alterações que esses microorganismos causam dentro do osso (exame de anatomia patológica). A osteomielite […]

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Diagnóstico de Osteomielite como funciona

A osteomielite é uma infecção óssea, ou seja, significa que algum microorganismo chegou até o osso e está o infectando. Para realizar então o diagnóstico da osteomielite, devemos comprovar a presença desse microorganismo no osso (exame de culturas) ou mostrar as alterações que esses microorganismos causam dentro do osso (exame de anatomia patológica).

Osteomielite é quando algum microorganismo coloniza o nosso tecido ósseo.

A osteomielite pode ser causada por diversos microorganismos, tais como bactérias, fungos e até micobactéria (o exemplo mais comum de micobactéria é o microorganismo causador da tuberculose). Desta maneira, cada microorganismo tem suas peculiaridades, fazendo com que o diagnóstico da osteomielite muitas vezes não seja muito fácil.

Diversos tipos de microorganismos podem gerar a osteomielite.

Desta maneira, para termos a confirmação da osteomielite, precisamos ter um exame de culturas positivo para crescimento do microorganismo ou um exame de anatomia patológica positivo para osteomielite.

Exemplo de crescimento bacteriano em um exame de cultura.

Fonte: https://www.prolab.com.br/blog/curiosidades/como-preparar-um-meio-de-cultura-para-bacterias-e-fungos/

Exemplo de achados de anatomia patológica em um osso com osteomielite.

No entanto, a associação da história clínica, com exame físico e exames de imagem podem dar sinais sugestivos de osteomielite.

Não perca seu tempo. Caso esteja com suspeita do quadro, clique no botão acima e agende sua consulta.

HISTÓRIA CLÍNICA E EXAME FÍSICO

A história clínica continua sendo muito importante para pensarmos no diagnóstico da osteomielite. Pacientes que foram submetidos a cirurgias de correção de deformidades ósseas, pacientes em pós operatório de fraturas (expostas ou não) e pacientes com úlceras diabéticas devem pensar em osteomielite quando a evolução da ferida não está satisfatória ou quando possui inchaço, vermelhidão e até drenagem de secreção no local ou próximo a cicatriz.

Além disso, crianças com dor e inchaço em algum membro associado a febre também deve ser investigado osteomielite. Quando pensamos no diagnóstico da osteomielite, alguns exames de imagem podem ser realizados para colaborar com a suspeita e darmos início ao tratamento da osteomielite. 

Embora o diagnóstico conclusivo da osteomielite seja apenas com exames de anatomia patológica e culturas, a associação da história clínica, exame físico e exames de sangue e de imagem característicos de osteomielite geram grande assertividade para o diagnóstico da osteomielite.

Exames de sangue

Embora não exista nenhum exame de sangue conclusivo para o diagnóstico da osteomielite, alguns exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico e também no tratamento. É importante ressaltar que esses exames não precisam vir alterados para o diagnóstico da osteomielite. Ter uma osteomielite no dedo do pé é diferente de uma osteomielite da perna, pois são ossos de tamanhos muito diferentes. Além disso, durante uma osteomielite na fase aguda há muito mais processo inflamatório do que uma osteomielite crônica. Assim, esses exames podem vir desde normais até muito alterados.

Quando muito alterados, o utilizamos para medir a eficiência do tratamento, pois podemos realizar de maneira seriada e acompanhar a aumento e redução da inflamação no corpo.

Os exames de sangue mais realizados para o diagnóstico da osteomielite são:

  • Hemograma Completo: No hemograma é comum observados o aumento dos leucócitos (leucocitose). Os leucócitos são diversos tipos de células que são encarregadas de fazes a defesa do nosso corpo. Quando há esta leucocitose, é observado o aumento do leucócito chamando neutrófilos. 
  • PCR / VHS / Alfa1- Glicoproteína: Chamadas provas inflamatórias, cada exame desse mede de forma diferente como está a inflamação no corpo. Esses exames auxiliam muito durante o tratamento. Quando há uma elevação das provas inflamatórias antes de iniciarmos o tratamento, podemos acompanhá-la e ver se os valores estão normalizando ou não. Quando estão normalizando, podemos interpretá-la que o tratamento está surtindo efeito.

EXAMES DE IMAGEM

Diversos exames de imagens podem ser realizados na tentativa de confirmar o diagnóstico da osteomielite. Neste artigo falaremos como cada exame pode nos ajudar no diagnóstico da osteomielite.

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Radiografias

A radiografia é um exame que avalia a densidade óssea. Sabemos que para vermos uma alteração real no RX é necessária uma degradação de aproximadamente 30% do osso. Desta forma, as alterações radiográficas dependem da velocidade de destruição óssea das bactérias.

Por este motivo, estudos demonstram que as alterações observados no raio-X possuem pelo menos 14 dias de evolução. Desta maneira, um RX normal não pode afastar o diagnóstico de osteomielite e um RX demonstrando destruição óssea normalmente já chamamos de osteomielite crônica.

Ou seja, as radiografias não conseguem diagnosticar a osteomielite aguda.

Imagem de RX demonstrando sinais de osteomielite crônica nos ossos do quarto dedo do pé. Observa-se sinais de destruição óssea das falanges.

Tomografia Computadorizada

A tomografia é um super raio X, desta maneira é possível observar no exame de tomografia sinais de maneira mais precoce da destruição óssea comumente presente da osteomielite, além de demonstrar coleções de pus, ar e sequestro ósseo. No entanto, por não deixar de ser um super Rx, não é possível observar áreas de osteomielite aguda, ou seja, locais onde ainda não houve destruição óssea.

Imagem de tomografia computadorizada demonstrando sinais de ar no interior do calcâneo.
Imagem de tomografia demonstra sequestro ósseo intramedular de um paciente com diagnóstico de osteomielite.

Ressonância magnética

Excelente exame para avaliar os tecidos ao redor do osso, além do aspecto ósseo, tais como inflamação. Deste modo, é considerado o melhor exame para investigar osteomielite, principalmente nos seus estágios iniciais. 

Ao contrário do RX e tomografia computadorizada, o exame de ressonância não avaliar densidade óssea. Ela avalia através de seu campo magnético o vibração do íon hidrogênio presente em nosso corpo em grande quantidade nos líquidos corporais (H2O) e na gordura.

Desta maneira, quando observamos aumento da quantidade de líquido dentro do osso, dizemos que ali tem alguma inflamação, podendo ser desde um trauma local até uma infecção (osteomielite). Essa imagem chamada T2 nos auxiliar a ver até qual região óssea tem inflamação, inferindo até onde a osteomielite pode estar. Já a imagem que detecta gordura, nos auxiliar a ver o padrão de acometimento ósseo, visto que quando inicia-se o processo de destruição óssea, a gordura que é muito presente no interior de nossos ossos também é consumida. Desta maneira, a ressonância nos auxilir muito tanto no diagnóstico da osteomielite, quando no planejamento cirúrgico do seu tratamento.

Fonte: Imagens do autor sobre Diagnóstico da Osteomielite

Ressonância magnética demonstrando área de osteomielite no quarto metatarso. Note na imagem a esquerda, na qual capta liquido inflamatório que o quarto metatarso  circulado esta em um cor mais clara do que os outros ossos do pé. Além disso, quando observamos a imagem da direita que capta gordura, vimos que na cabeça do quarto metatarso já não há mais gordura, nos demonstrando sinais de destruição completa da cabeça do quarto metatarto.

PET/CT com FDG

Este exame é pouco utilizado, possuindo benefícios em casos onde há dúvida sobre osteomielite em pacientes possuem alguma contraindicação de realizar ressonância magnética (tais como alguns marca-passos mais antigos, stents cerebrais, dentre outros) ou quando precisamos aumentar a assertividade do diagnóstico da osteomielite quando os resultados da ressonância magnética geram dúvidas.

O PET/CT com FDG é a união de uma cintilografia óssea associada a tomografia computadorizada, na qual é injetado na corrente sanguínea uma molécula de glicose marcada com um material radioativo (geralmente o flúor-18). Isso faz com que áreas onde há um maior metabolismo da glicose seja realçado. Esse exame é utilizado mais rotineiramente para acompanhamento de cancer, mas também colabora em alguns casos para o diagnóstico da osteomielite.

Imagem de PET/CT com FDG na qual detecta aumento de captação de glicose em sitio onde há sinais de suspeita de osteomielite após fratua do fêmur.

Para o Dr. Eduardo Pires, a investigação diagnóstica da osteomielite é extremamente importante. A investigação bem-feita é crucial para o planejamento do melhor tratamento. Assim como outras lesões, o diagnóstico preciso gera um tratamento personalizado para cada caso, aumentando assim a previsibilidade do tratamento.

Sabemos que nenhum médico pode prometer a cura da osteomielite devido a capacidade de muitos microorganismos ficarem quiescentes por muito tempo. No entanto quando planejamos de maneira sistematizada o tratamento da osteomielite, com uma equipe multidisciplanar, as chances de cura aumentam de maneira demasiada.

Não perca seu tempo, clique no botão acima e agende sua consulta.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da osteomielite?

Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem dor no local afetado, inchaço, vermelhidão, febre e, em alguns casos, drenagem de secreção purulenta. Em crianças, é comum a presença de dor e inchaço em um membro associado à febre.

Como é feito o diagnóstico da osteomielite?

O diagnóstico da osteomielite envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem:

  • História clínica e exame físico: Avaliação de sintomas, histórico de cirurgias, fraturas ou úlceras, especialmente em pacientes diabéticos.
  • Exames laboratoriais: Embora não sejam conclusivos isoladamente, exames como hemograma, velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR) podem indicar inflamação.
  • Exames de imagem:
    • Radiografias: Podem mostrar alterações ósseas, mas essas mudanças geralmente aparecem após algumas semanas do início da infecção.
    • Tomografia Computadorizada (TC): Fornece detalhes sobre a estrutura óssea e pode identificar áreas de infecção.
    • Ressonância Magnética (RM): É o exame mais sensível para detectar osteomielite, especialmente nos estágios iniciais, avaliando tanto o osso quanto os tecidos ao redor.
    • PET/CT com FDG: Pode ser utilizado em casos específicos para identificar áreas de infecção ativa.
  • Culturas e biópsia óssea: A confirmação definitiva do diagnóstico é feita por meio da identificação do microrganismo causador em culturas ou pela análise histopatológica do tecido ósseo.

Por que exames de sangue não são suficientes para diagnosticar a osteomielite?

Exames de sangue como hemograma, VHS e PCR podem apontar sinais de inflamação ou infecção no organismo, porém não são específicos para diagnosticar osteomielite. Eles são úteis como parte da avaliação geral, mas não confirmam o diagnóstico por si só.

É possível confundir a osteomielite com outras condições?

Sim, os sintomas da osteomielite podem ser semelhantes aos de outras doenças, como artrite, fraturas ou tumores ósseos. Por isso, uma avaliação médica cuidadosa e a realização de exames específicos são essenciais para um diagnóstico preciso.

Qual a importância do diagnóstico precoce da osteomielite?

Um diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado o quanto antes, evitando complicações como a progressão da infecção, danos permanentes ao osso e, em casos graves, a necessidade de amputação.

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Pé Diabético tem Cura? Como Tratar da Forma Correta? https://dreduardoaraujopires.com.br/pe-diabetico-tem-cura/ https://dreduardoaraujopires.com.br/pe-diabetico-tem-cura/#respond Fri, 11 Apr 2025 14:13:24 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=828 Talvez a pergunta que mais recebo no consultório é se o pé diabético tem cura. Para respondermos se o pé diabético tem cura, precisamos antes saber a definição de pé diabético. A definição mais conhecida de pé diabético é a presença de qualquer lesão no pé de uma pessoa com diagnóstico de diabete melitus associado […]

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Talvez a pergunta que mais recebo no consultório é se o pé diabético tem cura. Para respondermos se o pé diabético tem cura, precisamos antes saber a definição de pé diabético.

A definição mais conhecida de pé diabético é a presença de qualquer lesão no pé de uma pessoa com diagnóstico de diabete melitus associado a algum grau de neuropatia diabética ou lesão arterial periférica.

Outra definição mais atual do pé diabético é do International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF) (https://iwgdfguidelines.org/). Para eles, a definição da síndrome do pé diabético é:

Pé diabético é um pé de um(a) paciente com diagnóstico de diabetes associado a uma ou mais das seguintes condições: Neuropatia diabética, doença arterial periférica, infecção, úlcera(s), artropatia de Charcot, gangrena ou amputação.

Agora que já sabemos a definição do que é pé diabético, podemos entender se pé diabético tem cura.

Caso você esteja com o quadro de pé diabético e ainda tem possui um médico de confiança para lhe acompanhar, agende agora através do botão abaixo uma consulta. O quadro pode trazer complicações graves e ter acompanhamento é indispensável.

Afinal, pé diabético tem cura?

Quando utilizamos a primeira definição, podemos falar que pé diabético tem cura sim, visto que ao cicatrizarmos uma ferida, a lesão não existirá mais, e então não poderemos mais denominar como pé diabético.

Por outro lado, pela IWGDF, basta termos algum grau de neuropatia diabética ou uma obstrução arterial das pernas e pés para já denominarmos o pé do paciente que convive com diabetes como pé diabético. Neste caso, não podemos falar em cura do pé diabético, visto que a neuropatia diabética e a obstrução da artéria não têm cura. No entanto, podemos falar em controle do pé diabético.

Bom, o pé diabético (tendo cura ou não), como tratar o pé diabético de forma correta?

O pé diabético é uma lesão que gera um grande impacto social, econômico e psicológico para o paciente com diabetes. Desta maneira, a maneira mais correta de tratamento é a prevenção.

Pense no painel de um carro: a quantidade de sensores que existem para nos avisar se há algo de errado com o motor, pneu, airbag, e dentre outros locais. Agora, pense em comprar um carro sem sensores. Isso faria com que tivéssemos que checar cada item do carro antes e após o seu uso.

A mesma coisa acontece com nosso corpo. Qualquer lesão, seja por queimadura, contusão, fraturas, lesões tendíneas geram DOR. A DOR é o sensor que nosso corpo possui para nos avisar que algo não está bem. E crescemos sentindo dor e acostumados a apenas nos preocupar com algo quando sentimos dor.

Agora, imagine se de maneira lenta e progressiva você comece a parar de sentir a dor. Isso faz com que, embora você tenha ciência do perigo que são as lesões dos pés, ao não sentir dor, demoramos para reconhecer essas feridas ou nos arriscamos sem perceber.

Desta maneira, a melhor maneira para tratar o pé diabético é prevenindo lesões. Leia mais sobre auto cuidados dos pés.

Complicações com pé diabético

Caso o paciente evolua com uma ferida no pé, a primeira coisa é não se desesperar. Imediatamente limpe a ferida, pode ser utilizado soro fisiológico, anti-sépticos à base de clorexidine ou PHMB, tire uma foto e envie para seu médico (caso já possua) e feche a ferida com uma gaze ou compressa limpa.

Caso tenha um médico que já te acompanha, siga as recomendações dele. Caso não tenha, o recomendado é procurar ajuda para o tratamento. Apenas uma avaliação por um médico saberá dar as recomendações certas.

No entanto, até conseguir passar por um médico e iniciar o acompanhamento, listei aqui algumas recomendações gerais de como tratar de forma correta sua lesão:

  • Não molhe a ferida no banho. Cubra durante o banho e após o banho troque o curativo por um seco;
  • Evite pomadas. Mantenha a ferida seca até seu médico avaliar;
  • Não pise com o pé com a ferida ou reduza a carga através de órteses, como por exemplo uma sandália augusta;
  • Não postergue a procura de ajuda médica.

Existe um tratamento específico?

Não existe um modelo único para o tratamento das lesões do pé diabético. Cada médico normalmente utiliza diretrizes de tratamento, como por exemplo as confecionadas pela IIWGDF (https://iwgdfguidelines.org/) associado a sua expertise.

Dr. Eduardo Pires é ortopedista especialista e mestre em cirurgia do pé e tornozelo pela USP, dedica sua carreira no tratamento e prevenção do pé diabético. Já ajudou dezenas de pacientes a evitar amputações nos pés e fecharem suas feridas.

Agende sua consulta ou teleconsulta e faça uma avaliação do seu pé.

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Médico Especialista em Osteomielite – Qual a Indicação? https://dreduardoaraujopires.com.br/medico-especialista-em-osteomielite/ https://dreduardoaraujopires.com.br/medico-especialista-em-osteomielite/#respond Fri, 28 Mar 2025 21:04:55 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=822 Quando as bactérias que colonizam a ferida invadem os tecidos, podem chegar até o osso e iniciar um processo de destruição óssea. Neste momento quando as bactérias estão destruindo o tecido ósseo, podemos chamar de OSTEOMIELITE. Caso você esteja passando por esse quadro e queira um Médico Especialista em Osteomielite para lhe acompanhar, veio ao […]

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Quando as bactérias que colonizam a ferida invadem os tecidos, podem chegar até o osso e iniciar um processo de destruição óssea. Neste momento quando as bactérias estão destruindo o tecido ósseo, podemos chamar de OSTEOMIELITE.

Caso você esteja passando por esse quadro e queira um Médico Especialista em Osteomielite para lhe acompanhar, veio ao lugar certo.

Marque sua consulta com Dr. Eduardo Araujo Pires (especialista pela USP)

Existem duas principais classificações para osteomielite. Uma avalia o tempo de doença e a segunda a maneira que a bactéria chegou até o osso.

Classificação pelo tempo:

  • Aguda: Infecção óssea iniciou-se em até 2 semanas
  • Subaguda: Infecção óssea de 2 semanas a 3 meses
  • Crônica: Infecção iniciou-se há mais de 3 meses

Classificação pela via da infecção:

  • Propagação local: quando a bactéria chega até o osso através de uma ferida na pele.
  • Hematogênica: quando a bactéria chega até o osso através da corrente sanguínea (raro em adultos).

Apenas bactérias causam osteomielite?

Não. Bactérias são as principais causas de osteomielite. Mas outros microrganismos também podem gerar infecção óssea, tais como fungos e micobactérias.

Como fazer diagnóstico de osteomielite?

A osteomielite por ser uma infecção óssea, o diagnóstico conclusivo é realizado através da biópsia óssea sendo observado sinais de infecção óssea no exame de anatomia patológica e crescimento de microrganismos no exame de cultura.

No entanto, exames de imagem podem dar sinais sugestivos de osteomielite.

Radiografia para análise de osteomielite no 4º dedo do pé esquerdo
  • Radiografias:

A radiografia é um exame que avalia a conformidade óssea. Sabemos que para vermos uma alteração real no RX é necessário um consumo de aproximadamente 30% do osso.

Desta forma, como a velocidade de destruição óssea das bactérias usualmente são lentas, julga-se que a osteomielite aguda não é possível ser identificada em radiografias, e quando observado, podemos chamar de osteomielite crônica.

Tomografia computadorizada mostrando ar dentro do calcâneo (sinal de infecção)
  • Tomografia

A tomografia é um super raio X, é possível observar algumas alterações comumente presentes da osteomielite como coleções de pus, ar e sequestro ósseo. No entanto, por não deixar de ser um super Rx, julgamos seus achados serem observados apenas em pacientes com osteomielite crônica.

Pé diabético - Dr Eduardo Pires - especialista pé diabético - ortopedista São Paulo

  • Ressonância magnética

Excelente exame para avaliar os tecidos ao redor do osso, além do aspecto ósseo, tais como inflamação. Deste modo, é considerado o melhor exame para investigar osteomielite, principalmente nos seus estágios iniciais.

Pé diabético - Dr Eduardo Pires - especialista pé diabético - ortopedista São Paulo

  • Cintilografia óssea

Este exame é pouco utilizado, possuindo benefícios em casos onde há dúvida sobre osteomielite em pacientes possuem alguma contraindicação de realizar ressonância magnética.

Como tratar osteomielite?

A infecção óssea (osteomielite) é tratada conforme sua classificação. Teoricamente osteomielites agudas podem ser tratadas com apenas antibioticoterapia. O problema é que raramente se faz o diagnóstico na fase aguda da osteomielite.

Portanto é comum realizarmos o tratamento cirúrgico com Médico Especialista em Osteomielite. Este tratamento é realizado normalmente de maneira sistematizada. Inicialmente é realizado uma limpeza com debridamento da região da osteomielite para retirar todo o tecido ósseo e não ósseo desvitalizado (deixar apenas tecido ainda vivo) no local da infecção.

Como tratar úlceras no pé diabético? - Dr Eduardo Pires - ortopedista especializado em pé diabético em São Paulo

Então todo o material retirado é enviado para culturas. As culturas ajudam a identificar quais microrganismos estão gerando a osteomielite e quais antibióticos possuem melhor ação contra esses microrganismos. Até o resultado das culturas, iniciam-se antibióticos chamados de largo espectro, ou seja, atacam vários tipos de microrganismos. Após o conhecimento do microrganismo, os antibióticos são direcionados para o tratamento do microrganismo encontrado.

A abordagem cirúrgica pode ser única ou variadas, dependendo da avaliação médica no momento da cirurgia em relação ao grau de comprometimento dos tecidos.

Critérios para Escolher um especialista em osteomielite

Escolher um especialista em osteomielite não é uma tarefa simples, mas é essencial para garantir um tratamento eficaz e seguro. O primeiro critério é a experiência prática: o médico precisa ter vivência real no diagnóstico e manejo de infecções ósseas, que costumam ser complexas e de difícil resolução. Não basta conhecer a teoria — é preciso ter lidado com casos diversos, inclusive os mais desafiadores.

Outro ponto importante é a formação específica. Profissionais das áreas de ortopedia, infectologia ou cirurgia que atuam com foco em infecções ósseas costumam estar mais preparados. Vale pesquisar se o especialista participa de congressos, cursos atualizados ou publica estudos sobre o tema.

A abordagem integrada também faz diferença. Bons especialistas em osteomielite costumam trabalhar em equipe com infectologistas, radiologistas e outros profissionais para montar um plano de tratamento completo — especialmente em casos que envolvem antibióticos de uso prolongado e cirurgias.

Além disso, o médico precisa ser claro, acessível e transparente nas explicações. Como o tratamento da osteomielite pode ser longo, o vínculo de confiança entre médico e paciente é crucial.

Sobre o Dr. Eduardo Pires – Ortopedista especializado em Osteomielite

Pé diabético - Dr Eduardo Pires - especialista pé diabético - ortopedista São Paulo

Eduardo Araujo Pires (CRM 161919) é médico graduado pela Faculdade de Medicina de Catanduva. Após título de medicina, fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia na Santa Casa de São Paulo.

Especializou-se no tratamento de afecções do pé e tornozelo pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia – USP, área que atua atualmente. Hoje mantêm vínculo com a USP através do MESTRADO e como ortopedista voluntário do grupo de afecções do pé e tornozelo da instituição.

Possui também especialidade em Terapia por Ondas de Choque pela Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque (SBTOC) e em Perícia Médica pela Santa Casa de São Paulo e pode-se dizer que é sim um Médico Especialista em Osteomielite e Pé Diabético.

Acompanhamento pós-tratamento

A reabilitação física é uma etapa essencial após o tratamento da osteomielite, especialmente quando conduzida com o apoio de um médico especialista em osteomielite. Depois que a infecção é controlada, o organismo entra em uma fase de reabilitação, na qual é essencial recuperar a força muscular, a mobilidade das articulações e a estabilidade funcional da região afetada. Para isso, um plano de acompanhamento bem estruturado faz toda a diferença.

Principais etapas da reabilitação física:

  • Exercícios de mobilidade: ajudam a recuperar a amplitude dos movimentos, especialmente em articulações que ficaram imobilizadas por longos períodos;
  • Fortalecimento muscular: etapa fundamental para repor a massa muscular perdida durante o tratamento e oferecer suporte adequado ao osso comprometido, favorecendo a recuperação funcional;
  • Treino de marcha e equilíbrio: em casos de osteomielite em membros inferiores, pode ser necessário reaprender a caminhar corretamente;
  • Terapias complementares: como a eletroestimulação ou o uso de órteses, podem ser recomendadas para acelerar a recuperação, aliviar sintomas e oferecer suporte adicional durante o processo de reabilitação.

Além disso, o especialista em osteomielite realiza um acompanhamento contínuo com exames de imagem e análises laboratoriais, como os de sangue, para monitorar a evolução do quadro e assegurar que a infecção não reapareça. Também é comum monitorar doenças crônicas associadas, como o diabetes, que podem interferir na recuperação.

Esse processo integrado entre ortopedia, infectologia e fisioterapia melhora a qualidade de vida e reduz o risco de sequelas permanentes. O foco é devolver ao paciente sua autonomia com segurança e confiança.

Perguntas Frequentes

O que é osteomielite?

A osteomielite é uma infecção que atinge o tecido ósseo, podendo ser causada por bactérias, fungos ou outros microrganismos.


❓ Quais são os tipos de osteomielite?

A osteomielite pode ser classificada de duas formas:

  • Pelo tempo de evolução:
    • Aguda: infecção com menos de 2 semanas de duração.
    • Subaguda: duração entre 2 semanas e 3 meses.
    • Crônica: persistente por mais de 3 meses.
  • Pela via de infecção:
    • Contiguidade: quando a infecção se espalha de tecidos adjacentes para o osso.
    • Hematogênica: quando os microrganismos alcançam o osso através da corrente sanguínea.

❓ Quais são os sintomas comuns da osteomielite?

Os sintomas podem incluir dor localizada, inchaço, vermelhidão, calor na área afetada, febre e, em casos crônicos, presença de fístulas ou secreção purulenta.


❓ Como é feito o diagnóstico da osteomielite?

O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, como radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em alguns casos, pode ser necessária uma biópsia óssea para identificação do agente infeccioso.


❓ Qual é o tratamento para osteomielite?

O tratamento pode incluir o uso de antibióticos específicos por via oral ou intravenosa e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos para remoção do tecido ósseo infectado. A abordagem depende da gravidade e da localização da infecção.


❓ A osteomielite tem cura?

Com um diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a osteomielite pode ser curada. No entanto, casos crônicos podem exigir tratamentos mais prolongados e acompanhamento contínuo.

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Quais as Fases do Pé Diabético? Veja Fotos! https://dreduardoaraujopires.com.br/fases-do-pe-diabetico-fotos/ https://dreduardoaraujopires.com.br/fases-do-pe-diabetico-fotos/#respond Thu, 20 Mar 2025 16:20:44 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=742 Para começar a falar sobre Fases do pé diabético, precisamos citar o mal que ataca a grande maioria com esse quadro: as úlceras diabéticas… umas das complicações mais comuns em pacientes. Sabemos que aproximadamente 25% dos pacientes que convivem com o diabetes terão uma úlcera ao longo de sua vida. Este dado preocupa muitos nossos […]

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Para começar a falar sobre Fases do pé diabético, precisamos citar o mal que ataca a grande maioria com esse quadro: as úlceras diabéticas… umas das complicações mais comuns em pacientes. Sabemos que aproximadamente 25% dos pacientes que convivem com o diabetes terão uma úlcera ao longo de sua vida.

Úlcera em pé diabético
Fonte: imagem retirada da Web.

Este dado preocupa muitos nossos pacientes, pois sabemos que 85% das amputações dos pés são devido a úlceras que complicaram. Provavelmente por esse motivo uma das principais perguntas dos pacientes no consultório é:

Qual a fase que o meu pé está Dr? Tenho diabetes!

Mas a resposta sempre é: o pé diabético não possui fases pré-definidas. No entanto, normalmente explico ao paciente como funciona a progressão do pé diabético. Para isso, utilizamos como marcador do tempo a presença da neuropatia diabética.

Desta maneira, podemos criar duas fases do pé diabético. Isso porque as feridas por pressão crônicas originam-se quando o paciente perda a sensibilidade protetora do pé, ou seja, quando a neuropatia diabética está instalada.

Caso esteja preocupada com seu quadro ou de alguem ente querido, sugerimos o agendamento de uma consulta especializada.

Quais as fases do pé diabético?

A primeira fase do pé diabético seria quando o paciente descobre o diabetes, ou melhor, o início da diabetes. Esta fase o paciente possui sensibilidade normal dos pés e desta maneira, apresenta recomendação de uso de calçados confortáveis igual a pessoas que não convivem com o diabetes.

Fases do pé diabético em pacientes
Fonte: Imagens de internet 

A segunda fase do pé diabético seria quando a neuropatia diabética começa a se instalar. Essa fase o paciente começa a perder de forma lenta e progressiva a sensibilidade protetora dos pés, ou seja, a dor ao pisar em um prego por exemplo.

Essa fase faz com que áreas de hiperpressão aumentem e gerem calos e consequentemente esses calos dão origem as feridas. Nesta fase podemos subdividi-las em outras 3 fases do pé diabético: a) Fase sem ferida / b) Fase com calo / ferida / c) Fase pós fechamento da ferida.

  • Fase sem ferida: Esta fase é quando o paciente perdeu a sensibilidade protetora dos pés, mas nunca teve ferida. Ele então deve observar diariamente seus pés, realizar o autocuidado e sempre andar calçado para proteger seus pés.
Pé diabético na fase inicial
Imagem de pé normal.
  • Fase com calo / ferida: Esta fase do pé diabético é indicado o uso de palmilhas com calçados mais específicos em caso dos calos e retirar a carga ou usar órteses com curativos em caso de feridas. Veja foto de exemplo.
pe diabetico calo nos dedos
Foto demonstrando calo sob a primeiro dedo, na qual ao retirar o calo, nota-se a ferida já formada embaixo.
  • Fase pós fechamento da ferida: Esta fase do pé diabético necessita de muita atenção pois sabemos que aproximadamente 42% das feridas reulceram em 1 ano. Nesta fase o uso de palmilhas com o calçado adequado se torna imprescindível para tentarmos reduzir a taxa de reulceração. Nesta fase do pé diabético, muitas vezes pode ser indicada cirurgias para reduzir a pressão local da ferida. Veja foto de exemplo.
fase pe diabetico recuperado
Imagem pós fechamento de ferida de pressão.

Além dessas fases feitas aqui apenas para entendimento da progressão da doença, diversas classificações já foram criadas para avaliar a gravidade do pé diabético. No entanto, pelas feridas e lesões do pé diabético serem muito distintas e variadas uma das outras, sua classificação torna-se ainda mais difícil. VEJA FOTOS DE PÉS DIABÉTICOS E DEPOIS TENTE CLASSIFICA-LAS.

A mais amplamente utilizada no mundo é a Classificação de Wagner. Esta classificação avalia a gravidade das feridas e ajuda de maneira bem simplista a guiar tratamento do pé diabético.

Classificação de Wagner

  • Grau 0: Pé de risco. Sem úlcera, mas há deformidade ou calos;
  • Grau 1: Úlcera superficial, apenas na pele;
  • Grau 2: Úlcera profunda, atingindo tendão, osso ou cápsula articular;
  • Grau 3: Úlcera profunda com infecção (osteomielite ou abscesso);
  • Grau 4: Gangrena localizada (dedo ou parte do pé);
  • Grau 5: Gangrena extensa do pé inteiro.
Fonte: https://dfu.com.tw/en/about_detail.php

Outra classificação utilizada é a Classificação PEDIS. Esta classificação da ferida avalia de maneira separada a perfusão do pé, extensão e profundidade da lesão, presença de infecção e sensibilidade do pé. Isso faz com que a classificação PEDIS torne-se mais detalhada, no entanto mais difícil e demorada para sua realização. Muito utilizada em trabalhos científicos.

Classificação PEDIS

P: Perfusão / E: Extensão da ferida / D: Profundidade da ferida / I: Infecção / S: Sensibilidade.

A somatória de pontos de cada critério acima gera um SCORE. SCORE maior ou igual a 7 está associado a baixa taxa de cicatrização da ferida. (Fonte)

Caso queira saber sua classificação e obter o geral sobre as fases do pé diabético, clique aqui: https://www.mdcalc.com/calc/10059/pedis-score-diabetic-foot-ulcers

Especialista para lhe ajudar no quadro

Muito além de uma classificação de fase do pé diabético ou grau de sua ferida, procure sempre a ajuda de um profissional médico para o tratamento ou prevenção de feridas. Pequenas calosidades ou deformidades dos pés são muitas vezes os responsáveis pelo surgimento de feridas nos pés.

Dr Eduardo Araujo Pires – Especialista em Pé diabético

Dr. Eduardo Araujo Pires é médico ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo pela USP e dedica sua carreira no tratamento e prevenção do pé diabético. Não espere sua ferida aumentar ou aquele calo virar uma ferida.

Agenda já sua consulta!

FAQ – Fases do Pé Diabético

Quais são as fases do pé diabético?

  • Fase inicial (sem lesão): ocorre a diminuição gradual da sensibilidade nos pés, mas ainda sem machucados visíveis. É o momento mais seguro para intensificar os cuidados, como examinar os pés todos os dias e escolher calçados que não provoquem atrito;
  • Fase com lesão: caracterizada pelo surgimento de calos, pequenas fissuras ou feridas abertas. Nessa etapa, o uso de calçados adaptados, palmilhas especiais e proteção local é essencial para evitar agravamentos;
  • Fase após cicatrização: mesmo depois da cura da ferida, o risco de ela voltar é alto, especialmente no primeiro ano. Por isso, a prevenção deve ser mantida sem interrupções.

Quais métodos ajudam a avaliar a gravidade?

Escala de Wagner:

  • Grau 0 – Pé com risco aumentado, mas sem feridas.
  • Grau 1 – Lesão superficial limitada à pele.
  • Grau 2 – Lesão profunda atingindo estruturas internas.
  • Grau 3 – Lesão profunda associada a infecção grave.
  • Grau 4 – Áreas com gangrena localizada.
  • Grau 5 – Gangrena extensa afetando todo o pé.

Sistema PEDIS:

  • P: Avaliação da circulação
  • E: Tamanho da ferida
  • D: Nível de profundidade
  • I: Presença de infecção
  • S: Grau de sensibilidade

Como as fases se relacionam com sintomas?

Pé diabético fases Dr Eduardo

A neuropatia provoca perda de sensibilidade, o que pode fazer com que pequenas lesões passem despercebidas e evoluam para problemas mais graves, mesmo sem causar dor.

Por que é importante identificar cada fase?

  • Evitar o surgimento de feridas
  • Tratar de forma adequada cada estágio
  • Reduzir o risco de reaparecimento das lesões

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Médico Especialista em Pé Diabético https://dreduardoaraujopires.com.br/medico-especialista-em-pe-diabetico/ https://dreduardoaraujopires.com.br/medico-especialista-em-pe-diabetico/#respond Thu, 20 Mar 2025 15:53:44 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=739 Em tempos onde essa doença vem assolando grande parte da população, é muito comum pacientes procurarem médicos especialistas em pé diabético. Mas existe médico especialista em pé diabético no Brasil? As maiores sociedades do mundo (IWGDF, IDF, SBACV, D-FOOT), dentre outros que fazem protocolos para o tratamento do pé diabético têm como base que o […]

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Em tempos onde essa doença vem assolando grande parte da população, é muito comum pacientes procurarem médicos especialistas em pé diabético. Mas existe médico especialista em pé diabético no Brasil?

As maiores sociedades do mundo (IWGDF, IDF, SBACV, D-FOOT), dentre outros que fazem protocolos para o tratamento do pé diabético têm como base que o tratamento do pé diabético é multidisciplinar. Ou seja, aventura-se em tratar uma ferida sozinho aumenta consideravelmente as chances de fracasso no tratamento do pé diabético.

Diversas profissões podem então se especializar no tratamento do pé diabético, e assim cuidar do pé diabético de maneira mais personalizada de acordo com a sua função.

Equipe Multidisciplinar

É muito importante pontuar que cada especialidade existe suas próprias titulações. Na medicina, a Associação Médica Brasileira (AMB) é a associação médica responsável por reconhecer e titular as sociedades médicas de especialistas no Brasil. Desta maneira, é importante enfatizar que não existe uma sociedade médica de tratamento do pé diabético filiada a AMB. Assim, não há médico para diabeticos no Brasil com título de especialista em pé diabético.

Por outro lado, nada impede de um médico se especializar no tratamento do pé diabético. Um ortopedista pode focar a sua carreira em cuidar de pacientes com pé diabético, frequentando congressos e cursos sobre o assunto, lapidando os seus conhecimentos a respeito do tratamento e prevenção do pé diabético e assim oferecer tratamentos mais modernos e eficazes aos seus pacientes.

Desta maneira, Dr Eduardo Pires e sua equipe multidisciplinar direcionam suas carreiras em cuidar do pé diabético de pacientes com complicações nos pés, oferecendo tratamentos eficazes no tratamento e prevenção do pé diabético.

Por que um médico especialista em pé diabético é tão importante?

O pé diabético é um problema de saúde publica mundial e negligenciado no mundo inteiro. Em 2005 já havia publicação em uma das revistas mais importantes do mundo discorrendo do problema social e econômico que o pé diabético gera para mundo.

Em muitos locais do Brasil e mundo não há um profissional que trate pé diabético. Isso aumenta de forma exorbitante a taxa de complicações em relação ao pé diabético, tais como amputações e morte. Sabemos que 75% das feridas dos pés diabéticos são preveníveis. Então é evidente que o mundo precisa de mais profissionais especializados em pé diabético, tanto no tratamento, quanto na prevenção.

Ainda temos outro possível problema…

A Artropatia de Charcot é uma doença rara, que acomete aproximadamente 1% dos pacientes com diabetes. Essa doença gera consequências gravíssimas nos pés dos pacientes com diabetes, tais como deformidades grosseiras nos pés e tornozelos, úlceras por pressão difíceis de cicatrização e até mesmo amputações.

Médico que cuida de pé diabético

Estudos mostram que mais de 60% dos médicos não especialistas em pés no mundo não conhecem ou apenas já ouviram falar sobre a doença. Isso faz com que o tempo médio de diagnóstico da Artropatia de Charcot no mundo seja de 87 dias. Médicos especialistas em pé diabéticos sabem que o diagnóstico e tratamento precoce da Artropatia de Charcot são cruciais para o tratamento do pé diabético.

Dr Eduardo Pires acredita que ser especialista em pé diabético é inicialmente entender do problema com que irá lidar, e tratar o pé diabético da melhor maneira e recursos na qual você possui no momento.

Como curiosidade, assim como no Brasil, no EUA existem também existem médicos especialistas em ortopedia e cirurgia vascular. No entanto, lá também existe um outro profissional chamado de podiatra. O podiatra não tem a formação em medicina, mas ele tem a permissão de operar pacientes com lesões nos pés, sendo normalmente um dos profissionais que mais cuidam dos pés diabéticos nos EUA.

Então afinal, qual médico trata do pé diabético?

A resposta é que todos os médicos para diabete podem cuidar do pé diabético. Um paciente com dor neuropática pode ser tratado de sua dor por um endocrinologista, um paciente com ferida pode ser tratado por um clínico, dentre outros exemplos.

Mas é claro que algumas alterações específicas podem ser mais bem dirigidas por especialistas, como por exemplo um paciente com um entupimento da artéria ser mais bem tratado por um cirurgião vascular. Um paciente com uma úlcera plantar por hiperpressão e osteomielite ser tratada por um ortopedista especializado em pé diabético.

Critérios para Escolher um Especialista em Pé Diabético

Escolher um especialista em pé diabético exige atenção a critérios que vão além da formação médica. O profissional ideal deve ter experiência comprovada no manejo de complicações específicas do diabetes, como úlceras, infecções e alterações vasculares. Mais do que tratar feridas, ele precisa entender a complexidade da doença e atuar de forma preventiva, identificando sinais precoces de risco.

Especialista em pé diabético

Outro ponto essencial é a abordagem multidisciplinar. O especialista deve trabalhar em conjunto com endocrinologistas, enfermeiros, cirurgiões vasculares e fisioterapeutas, promovendo um cuidado integral e coordenado. Isso é especialmente importante quando há risco de amputações, exigindo decisões rápidas e embasadas.

A comunicação também conta. Um bom especialista escuta o paciente, explica o tratamento com clareza e orienta sobre o autocuidado. Empatia, paciência e disponibilidade são traços que fazem diferença no dia a dia do acompanhamento. Por fim, verifique se o profissional atua em locais equipados para o tratamento de pé diabético, com recursos para exames de imagem, curativos avançados e cirurgias, se necessário.

Dr. Eduardo Pires – Médico que cuida de pé diabético

Para concluirmos, o pé diabético é um problema de saúde pública, devendo ser tratado com extrema atenção pelos próprios pacientes, governos, hospitais e planos de saúde.

Médico especialista em pé diabético

O Dr. Eduardo Pires, ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo pela USP foca sua carreira em cuidar do pé diabético, tratando de forma eficaz feridas e prevenindo o surgimento da mesma ferida ou de novas.

Pratique o autocuidado dos pés diariamente, procure um profissional que seja especializado no tratamento do pé diabético ao mínimo sinal de qualquer alteração nos seus pés e mantenha um acompanhamento médico de acordo com a orientação de seu médico.

Prevenção do Pé Diabético

A prevenção do pé diabético é essencial para evitar complicações graves, e o acompanhamento com um Médico Especialista em Pé Diabético faz toda a diferença nesse processo. O autocuidado diário é um dos principais pilares para manter a saúde dos pés e deve ser feito com atenção e disciplina.

Veja as principais recomendações para o autocuidado:

  • Inspeção diária: observe feridas, calos, rachaduras, mudanças na cor ou na temperatura da pele. Use um espelho ou peça ajuda, especialmente se tiver dificuldade para alcançar os pés;
  • Uso de calçados adequados: prefira sapatos confortáveis, que não apertem ou causem atrito, e, quando indicado, utilize calçados ortopédicos para proteger os pés;
  • Higiene correta: lave os pés com água morna, mantenha-os secos, principalmente entre os dedos, e evite andar descalço para prevenir lesões;
  • Controle glicêmico: manter os níveis de açúcar no sangue estáveis é fundamental para favorecer a cicatrização adequada e reduzir o risco de novas infecções durante o tratamento.

O acompanhamento periódico com um Médico Especialista em Pé Diabético é fundamental para realizar avaliações detalhadas, aplicar exames preventivos e orientar sobre cuidados específicos. Essa combinação entre autocuidado e supervisão profissional reduz significativamente o risco de úlceras e outras complicações, promovendo maior qualidade de vida.

Perguntas frequentes

  • O que é o pé diabético?

É uma complicação do diabetes que afeta os pés, podendo causar feridas, infecções e até deformações ósseas. Surge principalmente por causa de danos nos nervos (neuropatia) e má circulação sanguínea.


  • Existe um médico especialista em pé diabético?

Embora não exista uma especialidade médica formal com esse título, alguns profissionais desenvolvem experiência e foco no tratamento do pé diabético, principalmente ortopedistas, endocrinologistas e cirurgiões vasculares.


  • Quem deve tratar o pé diabético?

O ideal é um atendimento multidisciplinar, com médicos e profissionais como:

  • Endocrinologistas, que controlam o diabetes;

  • Ortopedistas, que tratam deformidades e infecções nos ossos;

  • Cirurgiões vasculares, que cuidam da circulação;

  • Podólogos, que ajudam na prevenção e no cuidado diário dos pés.


  • Por que o ortopedista é importante no cuidado com o pé diabético?

Porque ele tem o conhecimento técnico necessário para tratar desde pequenas alterações até casos mais complexos como infecções ósseas e deformidades que podem surgir com o tempo.


  • O que é a artropatia de Charcot?

É uma complicação grave e rara que pode acontecer em pessoas com diabetes, deixando o pé deformado e instável. O diagnóstico precoce é essencial para evitar perda de mobilidade ou amputações.


  • O que um médico focado em pé diabético faz?

Ele avalia a condição dos pés, trata feridas, identifica riscos de infecção e propõe formas de prevenção, sempre com foco em manter a integridade dos pés e a qualidade de vida do paciente.


  • Onde encontrar atendimento para pé diabético em São Paulo?

Na capital paulista, alguns ortopedistas se dedicam especialmente a esse tema, como o Dr. Eduardo Pires, que tem formação em cirurgia do pé e tornozelo e experiência no cuidado com pacientes diabéticos.

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Osteomielite é câncer no osso? Pode matar? https://dreduardoaraujopires.com.br/osteomielite-e-cancer-no-osso/ https://dreduardoaraujopires.com.br/osteomielite-e-cancer-no-osso/#respond Thu, 20 Mar 2025 15:27:16 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=737 Osteomielite é câncer no osso? Definitivamente NÃO. Osteomielite é uma infecção no osso. Câncer é uma alteração genética na célula do corpo fazendo que a mesma se replique de maneira descontrolada e desorganizada, invadindo outros tecidos localmente ou a distância através dos nossos vasos linfáticos (conhecido como metástase). Existem vários tipos de câncer que podem […]

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Osteomielite é câncer no osso? Definitivamente NÃO. Osteomielite é uma infecção no osso. Câncer é uma alteração genética na célula do corpo fazendo que a mesma se replique de maneira descontrolada e desorganizada, invadindo outros tecidos localmente ou a distância através dos nossos vasos linfáticos (conhecido como metástase).

Osteomielite é câncer no osso?
Fonte: Osteomielite fotos da Web.

Existem vários tipos de câncer que podem se originar em nosso corpo, oriundos de variados grupos células. Ex: Câncer oriundo de células do sistema linfático, são os linfomas, câncer oriundo dos músculos, são os rabdomiossarcomas, e claro, câncer oriundos dos ossos, são os osteosarcomas.

Essa pergunta é muito comum no dia-dia do consultório. Para responder a esta pergunta vamos responde-las separadamente.

Se você está ou conhece alguém com quadro de Osteomielite, procure hoje mesmo um profissional de confiança. Eu, Dr Eduardo Araujo Pires estou a disposição para lhe atender da forma mais competente possível.

Por que muitas pessoas confundem que a osteomielite é câncer no osso?

Muitas vezes o primeiro sinal da osteomielite, principalmente a de origem hematogênica (quando a bactéria chega no osso pela corrente sanguínea), é a presença de dor, aumento de temperatura local e inchaço. Muito parecido com um quadro inicial de câncer ósseo. Além disso, quando realizamos radiografias, observamos em ambos os casos apenas destruição do osso, confundindo ainda mais o diagnóstico com câncer.

Desta maneira, sempre que tratamos um paciente com osteomielite, enviamos material para anatomia patológica, principalmente em crianças, pois os sinais clínicos e radiográficos da osteomielite são muito semelhantes a um câncer ósseo chamado Sarcoma de Ewing.

Para concluir, o câncer é um diagnóstico diferencial da osteomielite. Mas a OSTEOMIELITE NÃO É UM CÂNCER.

A Osteomielite pode matar?

Essa resposta é um pouco mais difícil, mas me acompanhe neste raciocínio.

A osteomielite pode SIM causar a morte de uma pessoa, no entanto é muito raro esse desfecho. Como já descrevi em outros artigos, há pessoas que convivem com a osteomielite por décadas.

Osteomielite pode matar?

Fonte: Osteomiliete fotos da Web.

A osteomielite é a presença de um microrganismo colonizando o osso e normalmente não causa morte de ninguém. Seus principais sintomas são dor local, inchaço, vermelhidão e drenagem de secreção purulenta por uma fístula (pertuito que liga o osso até a pele).

Por outro lado…

Todos já devemos ter ouvido falar na famosa septicemia. A septicemia acontece quando a bactéria cai na corrente sanguínea e gera uma resposta inflamatória generalizada em nosso corpo. Uma das principais consequências dessa resposta pode inflamatória é uma queda importante da pressão sanguínea das nossas artérias.

Essa queda da pressão faz com que vários órgãos importantes do nosso corpo não consigam trabalhar de forma correta. O desfecho dessa lesão é uma disfunção ou mesmo falência de múltiplos órgãos, culminando na morte.

Então sim, pode matar!

A osteomielite pode matar pois as bactérias que estão colonizando o tecido ósseo podem cair na corrente sanguínea e causar uma infecção generalizada. É muito comum pacientes com osteomielite crônica de muitos anos relatarem episódios de aumento e redução da drenagem de secreção pela fístula com períodos de febre.

Fotos Osteomielite

Fonte: foto retirada da Web.

Esses episódios são momentos de aumento da proliferação bacteriana no interior do osso, sendo normalmente revertidos com uso de antibióticos. Embora apenas o antibiótico não gere a cura da osteomielite devido ao conhecido sequestro ósseo, o antibiótico pode controlar a proliferação bacteriana.

Por isso, tenha sempre um profissional de sua confiança lhe acompanhando em todo período diagnosticado desse quadro. Estamos à disposição para consultas.

Osteomielite em pé diabético

Outro caso muito comum na qual a osteomielite pode matar são as osteomielites em pé diabético. Esses pacientes evoluem com feridas de difícil cicatrização. Essas feridas comumente tornam-se infectadas, podendo atingir os ossos e causarem osteomielite.

É muito comum em pacientes tratatando a ferida ou não obsevarmos vermelhidão e inchaço no pé. Essa infecção no osso pode gerar uma coleção de pus e essa coleção penetrar para outras regões do corpo através das bainhas dos nervos e tendões, até caírem na corrente sanguínea e causar a sepe.

Osteomielite pé diabetico

Fonte: foto osteomielite em pé diabético retirada da Web.

Um outro dado muito importante é que na infância, como a maioria dos casos de osteomielite, é por disseminação hematogênica. Ou seja, a bactéria chegou até o osso através da corrente sanguínea. Na maioria desses pacientes os primeiros sintomas são dor na região acometida pela osteomielite associado a sintomas de febre, taquicardia e queda da pressão, ou seja, iniciam quadro com septicemia (sepse).

Desta maneira, podemos dizer que a Osteomielite NÃO é câncer no osso. Mas pode matar.

A importância do diagnóstico precoce

A identificação precoce de qualquer condição médica é um dos pilares para um tratamento eficaz, e com a osteomielite não é diferente. Quando diagnosticada nos estágios iniciais, essa infecção óssea pode ser tratada com mais agilidade, evitando complicações graves como necrose, amputações ou a disseminação da infecção para outras partes do corpo. O diagnóstico precoce permite intervenções menos invasivas, maior preservação da estrutura óssea e uma recuperação mais rápida para o paciente.

Além disso, detectar a osteomielite logo no começo reduz custos com internações prolongadas, cirurgias complexas e tratamentos mais agressivos. Isso também impacta positivamente na qualidade de vida do paciente, que sofre menos com dor crônica e limitações funcionais.

É importante destacar que, nos estágios iniciais, os sintomas podem ser discretos – como dor localizada, febre baixa ou vermelhidão. Por isso, manter atenção aos sinais do corpo e procurar um especialista ao menor indício de infecção óssea é essencial.

Quanto antes o problema é identificado, maiores são as chances de controle completo da infecção, com menor risco de sequelas. A medicina avança, mas a rapidez no diagnóstico ainda é uma das ferramentas mais poderosas contra a progressão de doenças complexas como a osteomielite.

Perguntas Frequentes

Osteomielite é câncer no osso?

Não são a mesma coisa. A osteomielite é uma infecção nos ossos causada por microrganismos, geralmente bactérias. Já o câncer ósseo é um crescimento anormal e agressivo de células malignas dentro do osso. Apesar de afetarem a mesma parte do corpo, são doenças diferentes, com causas e tratamentos distintos.

Por que osteomielite e câncer ósseo podem ser confundidos?

Porque os sintomas iniciais são semelhantes: dor, inchaço e alterações nas imagens radiográficas. Além disso, a osteomielite pode ser confundida com certos tipos de câncer ósseo, como o sarcoma de Ewing, especialmente em crianças.

Osteomielite pode evoluir para câncer?

Em casos raros e crônicos, sim. A inflamação persistente pode levar a alterações celulares que resultam em câncer, geralmente um carcinoma espinocelular. No entanto, essa transformação é incomum e ocorre após longos períodos de infecção não tratada.

Quais são os sintomas da osteomielite?

Dor local, inchaço, vermelhidão, calor na área afetada, febre e, em casos avançados, secreção purulenta através da pele.

E os sintomas do câncer ósseo?

Dor persistente, inchaço, fraturas espontâneas, perda de peso inexplicada, fadiga e, em alguns casos, febre.

Como é feito o diagnóstico diferencial?

Através de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como radiografias, ressonância magnética e biópsia. A biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico e diferenciar entre infecção e tumor.

Osteomielite pode levar à morte?

Embora rara, a osteomielite pode ser fatal se não tratada adequadamente. A infecção pode se espalhar para a corrente sanguínea, causando septicemia, uma condição grave que pode levar à falência de múltiplos órgãos.

Qual o tratamento para osteomielite?

O tratamento inclui o uso de antibióticos por via oral ou intravenosa e, em alguns casos, cirurgia para remover o tecido ósseo infectado. O acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.

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Osteomielite tem cura? https://dreduardoaraujopires.com.br/osteomielite-tem-cura/ https://dreduardoaraujopires.com.br/osteomielite-tem-cura/#respond Wed, 12 Mar 2025 21:18:15 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=720 A osteomielite tem cura? Essa pergunta de pacientes com diagnóstico de osteomielite é muito comum em consultórios de médicos que costumam tratar osteomielite. A resposta é sempre SIM, embora nenhum ortopedista possa prometer a cura em determinados casos. Leia até o final para entendermos tudo sobre o assunto. Vamos entender melhor os cenários da osteomielite […]

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A osteomielite tem cura? Essa pergunta de pacientes com diagnóstico de osteomielite é muito comum em consultórios de médicos que costumam tratar osteomielite. A resposta é sempre SIM, embora nenhum ortopedista possa prometer a cura em determinados casos. Leia até o final para entendermos tudo sobre o assunto.

Vamos entender melhor os cenários da osteomielite e desta maneira entendermos se a osteomielite tem cura ou não.

Caso queira entrar em contato diretamente com a minha equipe para um diagnóstico completo do seu caso.

Uma breve explicação

A todo momento, são publicados artigos no mundo todo relatando casos de osteomielite e suas taxas de recidiva, sempre comparando um tratamento com o outro na busca do mais efetivo. Desta maneira, os artigos apontam recidivas da osteomielite de 0 até 25% dos casos. Então, podemos inferir que pelo menos 75% dos pacientes com diagnóstico de osteomielite se curam e nunca mais se preocupam com a osteomielite.

Osteomielite tem cura?

Fonte: Imagens da Web

Por outro lado, esses estudos normalmente possuem um curto tempo de seguimento dos pacientes, não podendo confirmar se houve uma recidiva tardia da infecção. Um artigo publicado em 2012 em uma das revistas mais conceituadas do mundo, The New England, reportou o caso de uma recidiva de osteomielite no fêmur após 75 anos sem sintomas (https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmc1111493).

Além disso, eu mesmo já tratei paciente com recidiva da osteomielite no úmero após 30 anos sem sintomas.

Mas afinal, Osteomielite tem cura ou não?

Inicialmente, devemos entender que para a cura da osteomielite diversos fatores estão associados e devem ser avaliados.

Vamos conversar sobre fatores que estão associados a maior porcentagem de cura da osteomielite.

Complicações relacionados ao paciente

Diversos fatores estão relacionados a cura da osteomielite em relação ao paciente.

  1. Assim como imaginamos, pacientes com mais jovens, com uma boa imunidade associado a hábitos de vida saudáveis, é esperada uma melhor resposta ao tratamento em relação aos idosos e com comorbidades.
  2. Dentre as comorbidades, as mais comuns conhecidas que podem prejudicar o tratamento da osteomielite são a diabetes melitus, insuficiência renal, pacientes com lesões nas artérias (que dificultam a sangue chegar até a região acometida pela osteomielite) e também doenças que deprimem o nosso sistema imunológico, tais como HIV, realização de quimioterapia, dentre outras.
  3. Outros fatores relacionados ao paciente que podem atrapalhar o tratamento da osteomielite são as alergias medicamentosas e doenças disabsortivas do intestino. Isso faz com que muitos pacientes não possam utilizar o melhor antibiótico para o microorganismo que está causando a osteomielite ou necessite que seja realizado apenas de forma endovenosa.

Risco relacionados a Osteomielite

Diversos fatores relacionados a própria infecção podem dificultar a cura da osteomielite:

  • Localização

Embora todos os ossos sejam gerados de forma semelhante, a sua localização pode dificultar a cura da osteomielite. Em relação a localização, algumas regiões são de difícil acesso cirúrgico e estão perto de estruturas muito importantes, tais como nossa coluna vertebral, não sendo possível grandes debridamentos.

Outros ossos podem ser mal vascularizados, seja pela sua anatomia natural, seja por uma doença das artérias do paciente que dificulte o sangue chegar até lá, como o observado nos pacientes com pé diabético.

Além disso, a localização da infecção em determinado osso também pode dificultar a cura da osteomielite. Infecções ósseas nas regiões muito perto das articulações nos impede que realizemos debridamentos mais agressivos quando comparado com osteomielite no meio dos ossos longos, onde conseguimos até ressecar um segmento ósseo.

  • Tempo da Osteomielite

Embora não seja comum diagnosticamos a osteomielite na fase aguda, há pacientes que não conseguem a cura da osteomielite de forma rápida, convivendo muitos anos com a doença, com fases de aumento e redução da drenagem de secreção por fístulas. Claro que o tratamento desses pacientes torna-se mais difícil, quanto antes iniciar, mais change de sucesso.

  • Microorganismo

Sabemos que a osteomielite pode ser causada por outros microorganismos além das bactérias, tais como as micobactérias e os fungos. As osteomielites por micobactérias e fungos necessitam de um tempo mais prolongado de antibiótico devido serem microorganismos de difícil tratamento mesmo em áreas muito bem vascularizada.

Além disso, quando pensamos apenas nas bactérias que correspondem mais de 90% das osteomielites, sabemos que existem diversos tipos, e cada tipo responde melhor a um determinado antibiótico. Para dificultar ainda mais a cura da osteomielite, as bactérias possuem também diversos tipos de fixação em nossos ossos.

Osteomielite cura para pacientes

Fonte: Imagens da Web

Para citarmos um pequeno exemplo: a bactéria chamada Estafilococos aures é a mais comum causadora de osteomielite, sendo encontrada em aproximadamento 75% dos casos.

Descobertas recentes mostram que além do Stafilococos aureus poder criar o conhecido biofilme (como se fosse um castelo que impede os antibióticos chegarem até elas, ficando protegidas), estudos utilizando microscopia eletrônica comprovaram que elas podem invadir pequenos canalículos dos óssos, locais onde os antibióticos e células de defesa não chegam, e também podem invadir células ósseas e se manterem no interior delas durante anos de modo quiescente.

  • Antibióticos

Como sabemos, para a cura da osteomielite, a base do tratamento é a limpeza e debridamento da região infectada associado ao do antibiótico mais adequado. Desta maneira, alguns pontos devem ser levados em questão. Sabemos que a penetração óssea de um antibiótico é normalmente menor do que em outras áreas do corpo.

Além disso, estudos mostram que existem antibióticos com melhor penetração nos ossos do que outros, tais como ampicilina, clindamicina, ciprofloxacino, bactrim, dentre outros. Associado a isso, cada bactéria possui um grau de resistência bacteriana, dificultando ainda mais a escolha do antibiótico.

Fatores de risco do tratamento

    • Planejamento

Embora pareça uma coisa óbvia, muitas vezes observamos pacientes sendo tratados de osteomielite sem um planejamento adequado.

A realização de exames de imagens é imprescindível para o tratamento adequado da osteomielite. Ele nos ajuda a definir estratégias cirúrgicas da melhor via de acesso para chegar em cada área afetada e o quão agrevisso será necessário ser durante a abordagem.

  • Equipe multidisciplinar

Como já conversamos, a equipe cirúrgica que realizará a cirurgia tem que estar ciente de cada passo da cirurgia. Além disso, uma boa equipe de infectologia integrada a equipe de ortopedia ajuda a definir o melhor antibiótico para o microrganismo causador da osteomielite, o tempo de tratamento e acompanhar os efeitos colaterais esperados de cada antibiótico.

Cura da osteomielite com ortopedia

Fonte: Imagens da Web

Associado a essa equipe, outras especialidades médicas podem ser necessárias, como os fisioterapeutas, que possuem uma enorme importância na reabilitação desses pacientes.

  • Cirurgia

Existem diversas técnicas utilizadas para o tratamento da osteomielite. Desta maneira, a expertise do ortopedista durante o pré, intra e pós operatório são muito importantes.

Cada passo dessas etapas deve estar planejada de maneira criteriosa. Muitas vezes cirurgias realizadas em mais de um estágio colabora para aumentar a previsibilidade de cura da osteomielite.

  • Substitutos ósseos

Após a limpeza e debridamentos do osso com osteomielite, surge uma cavidade óssea na qual normalmente é necessário o seu preenchimento com os chamados substitutos ósseos.

Sabemos que esses substitutos ósseos são capazes de reduzir em até 83% a recidiva da osteomielite, ou seja, aumentam a taxa de cura da osteomielite.

Desta maneira, podemos SIM dizer que a osteomielite tem cura, pois a maioria dos pacientes passam pelo problema e depois de tratado de maneira adequada nunca mais sofrem com a osteomielite. No entanto, devido ao inúmeros fatores relatados acima, não é possível prometer a cura da osteomielite, pois há casos de recidiva.

Caso queira entrar em contato diretamente com a minha equipe para um diagnóstico completo do seu caso.

Perguntas e respostas sobre Osteomielite Tem Cura

1. A osteomielite tem cura?

  • Sim, a osteomielite pode ser curada. No entanto, o sucesso do tratamento depende de vários fatores, como o tempo de evolução da infecção, o tipo de microrganismo envolvido, a resposta do organismo e o momento em que o tratamento é iniciado.

2. Por que alguns casos de osteomielite voltam?

  • Em infecções crônicas, é possível que o microrganismo permaneça dentro do osso em um estado latente, mesmo após o tratamento inicial. Com o tempo, esse foco pode voltar a causar sintomas, exigindo nova intervenção.

3. O tratamento é sempre cirúrgico?

  • Não. Em casos iniciais, apenas o uso de antibióticos pode ser suficiente. Porém, em infecções mais antigas ou graves, a cirurgia pode ser necessária para remover partes infectadas do osso e permitir a recuperação.

4. É possível prometer cura total para todos os casos?

  • Não. Nenhum médico pode garantir 100% de cura em todos os casos, especialmente quando há comprometimento vascular, presença de corpo estranho, infecções resistentes ou doenças associadas como o diabetes.

5. Quanto tempo leva para curar a osteomielite?

  • O tempo de tratamento varia, mas geralmente dura semanas a meses. Casos crônicos exigem acompanhamento contínuo e, muitas vezes, múltiplas abordagens terapêuticas.

6. O que aumenta as chances de cura?

  • Um diagnóstico precoce, antibiótico adequado, cuidados com a circulação local e, quando necessário, cirurgia bem indicada são elementos essenciais para alcançar a cura.

Referências:

https://www.journal-cot.com/article/S0976-5662(24)00508-3/fulltext

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmc1111493

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O que é Sequestro Ósseo: Entenda Esta Condição e Suas Implicações https://dreduardoaraujopires.com.br/o-que-e-sequestro-osseo/ https://dreduardoaraujopires.com.br/o-que-e-sequestro-osseo/#respond Fri, 21 Feb 2025 22:33:36 +0000 https://dreduardoaraujopires.com.br/?p=673 Ao contrário das infecções de outros tecidos do corpo humano, tais como as pneumonias, erisipela, amigdalite, nas quais normalmente o uso de antibióticos já bastam para seu o tratamento, a osteomielite é normalmente uma infecção que há necessidade do tratamento cirúrgico associado. Isto porque, muitas vezes, o diagnóstico da osteomielite é tardio, não sendo identificada […]

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Ao contrário das infecções de outros tecidos do corpo humano, tais como as pneumonias, erisipela, amigdalite, nas quais normalmente o uso de antibióticos já bastam para seu o tratamento, a osteomielite é normalmente uma infecção que há necessidade do tratamento cirúrgico associado.

Isto porque, muitas vezes, o diagnóstico da osteomielite é tardio, não sendo identificada em sua forma aguda, e sim em sua forma crônica.

Sequestro ósseo como ocorre?

Basicamente, definimos a osteomielite crônica não apenas pelo tempo do seu surgimento, e sim pelo grau de acometimento (destruição) ósseo.

Caso esteja com um quadro que remeta a Osteomielite, esteja sempre acompanhado de um profissional de confiança. Como especialista no assunto, estou sempre à disposição para atendê-lo.

A definição de sequestro ósseo é…

Um fragmento ósseo desvitalizado que solto em relação ao tecido ósseo sadio ao seu redor gerado após processo de destruição óssea. É importante dizermos que sequestro ósseo pode ser gerado não apenas pela osteomielite, mas também por tumores.

No entanto, neste artigo falaremos apenas do sequestro ósseo gerado pela osteomielite.

Sequestro Ósseo gerado pela Osteomielite

Falando de uma maneira mais clara, SEQUESTRO ÓSSEO é quando um fragmento ósseo é destacado do remanescente ósseo e mantêm-se envolvido por pus e aderido por bactérias. A bactéria aderida a este fragmento ósseo destacado torna-se protegida, não sofrendo ação de antibióticos.

Sequestro Osseo na osteomielite

Isso faz com que, não importe o tamanho fragmento ósseo (sequestro ósseo), o tratamento da osteomielite crônica envolve necessariamente a retirada do sequestro ósseo.

Como diagnosticar?

Diversos exame colaboram para diagnóstico de um sequestro ósseo, dentre eles estão as radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

As radiografias normalmente mostram apenas os sequestro maiores devido a baixa ser imagens bidimensionais. A tomografia é considerada o melhor exame para ver o fragmento destacado.

Já a ressonância magnética é utilizada em conjunto para avaliar as características do sequestro ósseo, como por exemplo presença de irrigação sanguínea no mesmo.

Para o tratamento correto da osteomielite, é necessário a realização de exames e seu planejamento cirúrgico minucioso.

Fonte: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20571796/

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